Maior favela de SP terá moeda própria

Porque nós somos pobres? Essa foi uma pergunta que mudou a vida dos moradores da comunidade de Palmeiras, em Fortaleza, e que também foi o início da mudança de vida pra muitas outras pessoas.

Com a resposta dessa pergunta, surgi a ideia de criar, em 1998, o Banco Palmas, um banco com moeda própria e voltado para suprir as demandas da própria comunidade.

Sendo assim, eles começaram a trazer para dentro da comunidade o dinheiro que era gerado pelos seus moradores, porém investido em empresas externas, comprando produtos que não geravam emprego e nem renda para quem morava ali.

Essa atitude, ajudou a desenvolver o comércio local e todos saíram ganhando. Então, ela foi replicada para outras realidades também…

É o que acontece hoje, 20 anos depois, em São Paulo. Esse mesmo conceito está sendo aplicado na maior favela da região, que também ganhou fama nacional por ter sido o nome de uma novela da Globo. Estamos falando de Paraisópolis, uma comunidade com média de 100 mil habitantes e 8 mil estabelecimentos comerciais.

Com o banco e a moeda própria, agora os moradores também poderão ter acesso mais facilitado a microcréditos, empréstimos, sem falar das taxas menores de juros.

Hoje, eles já têm rodando uma versão inicial do que seria esse banco. Mais de 6 mil moradores já usam um cartão de crédito que só pode ser usado localmente, mas agora a intenção é melhorar ainda mais esse trabalho e trazer ainda mais recursos para dentro da comunidade.

Para isso, eles estão organizando um jantar para arrecadar fundos com os empresários locais. O objetivo é fazer um fundo de investimento, que será usado para emprestar o dinheiro aos moradores e eles poderem investir em seus projetos dentro de Paraisópolis.

Quando eles pagarem o valor emprestado, esse dinheiro vai para outra pessoa poder investir em um outro negócio e assim fazer a economia local girar.

Além disso, eles também querem usar os juros gerados por esse dinheiro para investir em projetos sociais que ajudam a desenvolver a comunidade em outros pontos também, mais humanos, e não apenas comerciais.

Com todo esse trabalho, o objetivo principal é esse: desenvolver a comunidade! Por isso, eles não visam o lucro, como grandes banqueiros.

Mesmo assim, grandes empresas já estão de olho nesse novo sistema. E agora, será que todos os objetivos esperados serão alcançados?

Diz aí para gente o que você acha desse assunto, qual seu ponto de vista e se você acredita na ideia….

O que achou? Vamos conversar!

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